Do Vale ao Atacama - 10 dia

 Acordamos cedo em Vallenar, preparamos as motos, para seguir direto para Santiago. Decidimos abrir mão da visita a Viña del Mar, para podermos chegar junto com a moto do Romário em Santiago, que seguiu de caminhão com o Luis Ayala, desde a Aduana de Quillaqua.

O roteiro estabelecido, via La Serena, teve que ser alterado, pois seguimos a Ruta 5 desde Vallenar, e em La lingua continuamos na mesma rodovia.










A costa do pacífico é maravilhosa, já comentei isto, mas vale a pena rever as fotos, e ver como o litoral chileno foi detalhadamente desenhado. 










No Posto em La Serena, o Romário fez amizade com uma dupla de "peregrinos", que vendendo seu artesanato, conseguem o dinheiro que precisam para continuar sua  viagem pelas Americas! Mais, uma dupla que viaja sem rumo, somente pelo prazer de conhecer!
No caminho, encontramos o Alexei. Russo de Varsóvia que esta viajando pelo mundo de bicicleta. Difícil tarefa, pois de moto já é desgastante, imaginem de bicicleta.

Porem, pareceu bastante preparado, pois seu odômetro registrava a meta diaria de 250 km, e pela pouca bagagem ele deve dormir e comer, onde dá! Sem muito planejamento, esta seguindo seu caminho.

Incrível a quantidade de pessoas que encontramos, com a mesma idéia, apenas viajar e conhecer pessoas, pelo mundo!

Logo após um dos vários pedágios (todos isentos para motocicletas), paramos um pouco....(não lembro o motivo) mas o que importa é que parou um veículo com um casal chamado Odete e Carlos. Foi hilário, pois logo foi perguntando "São 4 homens, 3 motos - o que aconteceu com a quarta moto???" Após as devidas explicações, com o Romário de joelhos na porta do carro, ela nos passou o seu celular de Santiago, e disse que poderíamos ligar, assim que chegarmos, pois tinha a pessoa certa para arrumar a moto. Falava de Julio Alvares, uma figura atípica, que falaremos ao falarmos de Santiago.








Na parada para o lanche no Top Stop, e abastecer...caprichamos na comida (todos estavam com muita fome. E apesar das indicações de não comer muito, para evitar o sono, não resistimos ao Cachorro Quente com guacamole (molho a base de abacate, cebola, alho e pimenta) - no estilo mexicano! Claro que o energético não poderia faltar. Se contar quantos energéticos bebemos nesta viagem, acho que ganharíamos um patrocínio especial...mas ninguém criou asas....




Chegamos finalmente em Santiago, e nos hospedamos no Hotel Diego del Almagro. O hotel é muito bom, e com preço agradável, considerando a capital federal do Chile. Saímos para jantar, no Bella Vista. Um espécie de lugar, com muitos bares e restaurantes, defronte a Universidade do Chile. Tem restaurante para todos os gostos, escolhemos um de Carnes, para degustarmos uma bela costeleta de cordeiro. Acompanhado de um bom vinho (nacional para não gastar muito....rsrsrs). Momento agradável, na companhia de amigos e descontraindo pela missão cumprida...ou quase!

Comemoração


Vinho, polenta e muita alegria em nossa chegada a Vacaria RS

Comemoração


Após 5 mil KM comemoramos nossa bela chegada.

Do Vale ao Atacama - 9 dia

Acordamos cedo, em Antofagasta. Pudemos tirar uma fotos na varanda do Hotel. Com as rochas vulcânicas, separando o Oceano Pacífico da baía dos Albatrozes, formam um local mágico, onde natureza e modernidade convivem de forma harmônica.

O Hotel Antofagasta, oferece um excelente café da manhã, e uma vista privilegiada do Oceano, que ao observarmos, podemos constatar que a vida marinha, mesmo sob ameaça do seu predador, vem perto da costa. Resumo: s peixes morrem no bico dos albatrozes!










No caminho para La Serena, encontramos a "Mano del Desierto", monumento feito pelo homem e pichado por vândalos (até lá, existe este tipo de gente!). Certamente, não poderíamos deixar de enfrentar o ripel, e colocar as motos para uma foto, diante desta magnitude.

A Mano del Desierto, é um dos mais famosos monumentos de Antofagasta. Arte parecida com o que existe na Praia em Punta del Este, está na Ruta 5 e não deve deixar de ser apreciada.

O monumento que deixamos de ver, pois entramos na cidade por outro lado, devido a falta de combustível, foi o La Portada (Pedra Furada). Porem, não nos abala pois deixa para trás um compromisso....Voltar!!!! e voltaremos.




Com meu amigo, e agora parceiro de viagem e caroneiro - Romário, tirando fotos - ao ponto de acabar ou com a bateria da sua Sony Cybershot ou com a capacidade de armazenar os arquivos no Sd Card. Podemos ter a lembrança de apreciar que o azul turquesa do Pacífico, é algo espetacular. Cada canto, cada encosta, cada praia e as formações rochosas - fazem com que o sonho de ver o Pacífico, se torne uma realidade e uma dádiva. Realmente, vale a pena em todos os sentidos.




 Ao longo do caminho, encontramos um grupo de aposentados (acho que eram, pois não entendi muito o franespanhol, falado pelos franceses!), eles viajam o mundo com seus Citroën 2CV, da década de 70. Algo parecido com um clube, que viaja o mundo, pelo prazer de demonstrar que estas máquinas podem mais que parecem!


No almoço, a fome pegou a todos. Pois com a viagem correndo bem, estávamos quase esquecendo de fazer uma boa refeição. E isto é um erro, pois o esforço e as intempéries podem exigir mais do nosso organismo que a alimentação faz falta.

Paramos, num restaurante perto de Chanaral. O prato do dia era um tal de Povo (quando veio, ficamos em duvida, mas depois vimos que era Peru!), estava muito bom. Mas, o sorvete de sobremesa esta melhor....rsrssrs

O local era super simples, típico de interior! Mas, com a quantidade de caminhões parados, certamente a comida era boa! Isto não muda, em relação ao Brasil...onde para caminhoneiro, o rango é bom e barato.

 Continuamos a viagem, o destino era chegar em La Serena, mas o horário já sinalizava que era impossível. Pelo menos, durante o dia e com segurança. Paramos, numa pousada/restaurante em Caldera (próximo a Baia Inglesa). O Marlos estava faminto, novamente....Foi logo pedindo uma sopa de fruto do mar (esta certo, estava apetitosa e pedi também!). O Leco e Romário pediram empanadas, e o Marlos repetiu mais uma sopa. Os vizinhos e atendentes, se encantaram pelas motos...tiraram fotos, e partimos!






Programamos no GPS, uma parada em Copiapó para abastecer, mas como Road Cap (sem experiencia...), perdi a entrada da cidade. Reunimos o grupo, e tínhamos duas opções: Voltar ou seguir viagem....putz, decidimos seguir viagem. Nenhum posto a vista, os quilometros passavam, o ponteiro do combustivel ia baixando e nada de posto de combustivel. Quando minha luz de reserva acendeu (tenho 5 litros de reserva - aproximadamente 75 km), comecei a economizar. Andei em velocidade constante, sempre na sexta marcha e evitava qualquer manobra de parada e arrancada. Conversei com meu Road Vice-Cap Romário, e colocamos na cabeça que "Todo dia, toda hora, nossa vida só melhora!" e que tudo ia dar certo. Mentalização ajuda muito nessas horas. A noite ia caindo, e o máximo que chegaríamos era a Vallenar. Roteei no GPS o posto mais próximo, e faltando 25 km o Marlos e Leco ficaram sem combustivel. A noite e na rodovia de acesso a Vallenar. Continuamos (eu e Romário), e aproveitando ao maximo, chegamos ao posto. Abastecemos e ainda tinhamos 1,39 litros no tanque...rsrsrs

Compramos combustível, e colocamos em garrafas PET, levamos ao Marlos e ao Leco, e chegamos todos bem na cidade.


No hotel, pedimos vinho e uma pizza para jantarmos. Tomamos todo o vinho, e a pizza ainda estamos esperando chegar.

BH TCC
PHD Buhatem

do Vale ao Atacama - 8 dia

Hoje certamente foi um dia diferente. O Romário acordou cedo (demais!!!), 3h da madruga para ir ao banheiro (coisa de pessoa de idade, sabe?). Ao ir se deitar e voltar ao seu sono, sentiu a cama estremecer por um tempo. Estranhou, ficou enjoado porem logo pegou no sono. As 6 horas o grupo já estava de pé e a postos para pegar estrada. Nosso destino era Iquique - no litoral norte do Chile.

Comentou comigo, o ocorrido na madrugada, e questionei se seria realidade ou fruto da imaginação durante um sonho. Por via das duvidas, Romario ligou para sua esposa Ana, e soube que naquela noite havia ocorrido um terremoto de 5,8 pontos na Escala Richter, onde o epicentro seria aos arredores de Antofagasta (37 Km), cerca de 500 km de San Pedro de Atacama. O pessoal do hotel, também confirmou o ocorrido! Achamos legal, apesar da tragédia que é um terremoto, mas foi nossa primeira experiência (bom, não sentimos nada - só o Romário) mas estar tão próximo de um fenômeno da natureza já algo para contar aos netos!

Como ao chegar em San Pedro de Atacama, não tínhamos abastecido as motos, tivemos que fazê-lo na saída. E quem disse que encontraríamos o posto com facilidade, nem com GPS....muito menos seguindo as placas - a solução foi perguntar aos universitários (usando o Programa do SS - Quem quer 1 milhão!). Abastecemos e pegamos a estrada. A sensação era muito boa, pois depois de ficar 2 dias sem andar com nossas motos, a saudade já era grande. Alem, do fato de respirar ar puro, e não mais a poeira de San Pedro.

 Nesta foto mostra, ao fundo a Cordilheira que rodeia San Pedro de Atacama e que, o subsolo ainda em atividade vulcânica forma o Vale de la Luna, e toda a Cordilheira del Sal.

O destino final era Iquique, porem antes passaríamos em Calama e Chuquicamata, para abastecer. O trecho de maior risco de falta de combustível era justamente entre Chuquicamata e Quillaquá (o GPS mostrou um posto de combustível em Quillaquá, porem o Google Earth não mostrou nenhuma movimentação no local, somente deserto!). 





Na duvida, seguimos com muito zelo, pois caprichando nas marchas e mantendo a rotação dos motores em baixa, poderíamos seguir até o próximo posto, que seria em Oficina Victoria.

Um imprevisto ocorreu, pois após 5 km da Aduana de Quillaquá (e não tinha posto de abastecimento algum), a moto do Romário apresentou uma instabilidade na roda traseira, ao analisarmos o problema, percebemos cerca de 9 raios (a moto é uma Softail Deluxe) quebrados. A roda, simplesmente estava rodopiando, embebecida...e o pneu pegou o para-lamas, e foi quase totalmente destruído na sua parte lateral.


Agora a parte mais legal. Ligar para o 0800 da seguradora....no meio do deserto, ligar para um 0800 é algo que não tem preço! Precisa de muita paciência, pois as atendentes são EXTREMAMENTE ECONÔMICAS EM SUA CAPACIDADE INTELECTUAL (se é que me entendem?). Chegou ao ponto, que o Romário - já sem paciência, passou a atendente para mim, e a dita cuja perguntou em quantos estávamos. Resposta simples: em 4 pessoas....na contra-resposta, disse: "Como estão todos na moto do Sr. Romário?"...affff. Ninguém merece, numa situação de um calor intenso, falar com alguém assim! Malditos tele-atendimentos...mal treinados e mal intencionados. Bom, resumindo: O seguro não cobre o Chile - portanto fica a lição a todos. Verifique se o seu seguro, vale em todos os países que vocês vão visitar!!! 


Após, o Leco retornar até a Aduana e trazer água e uns sanduíches. E após a negativa da seguradora, decidimos voltar os 5 km, com cuidado e ficar a sombra buscando uma solução. Porem, o bom humor de todos só aumentava com o desafio de buscar a solução e nunca lamentar o problema!


Já na sombra da aduana, conhecemos o chefe da fiscalização, Marcelo, expusemos o problema, e prontamente disse: "Voces estão no melhor lugar para conseguir um caminhão para levar a moto para Santiago, pois todos que vem do norte do País, Peru e Bolívia, tem que passar por aqui e declarar sua carga. Vou verificar quem poderá levar a moto". Foi como um banho de auto confiança, pois estávamos num País sério e com funcionários públicos sérios. Levou menos de 15 minutos, para nos apresentar o Caminhoneiro Luis Ayala, que com sua carga (Dois tratores), tinha o espaço e o destino que queríamos - Santiago. 

Colocamos a moto do Romário sobre o caminhão, entre os tratores. Muito bem amarrada. Presenteamos o Marcelo e o Luis com os bonés do Bluharley, para demonstrar nossa gratidão pelo pronto atendimento a nossa demanda e como gesto de cordialidade que fomos atendidos. Fato importante, a ser mencionado: O Marcelo preencheu todos os papeis, para justificar a presença da moto no caminhão, e ainda nos deu todos os dados do Luis (chassis do caminhão, numero do documento aduaneiro, celular e números dos documentos pessoais do motorista), alem disto - passou seu próprio celular e disse: "Se esta moto não chegar a Santiago, me liguem no meu celular, que consigo rastear o caminhão em qualquer lugar da America do Sul!". Ficamos seguros e tranqüilos!

Re-organizamos a bagagem do Romário, entre as outras motos. E ganhei um garupa! Com o ocorrido, e com a situação de combustível em risco, decidimos abortar a viagem a Iquique, e seguimos direto para Antofagasta, com abastecimento em Maria Elena.

Maria Elena, é uma cidade na província de Tocopila e Região de Antofagasta, que vive em função de umas das maiores Minas de Salitre do mundo. Todo seu território, possui cerca de 3 metros de puro sal. Com seus 7.500 habitantes, aproveitamos para tomar uma água, e o Marlos consertar a mola do pé da moto.

Seguimos viagem, com destino a Antofagasta. a paisagem é deslumbrante, pois mistura - ao longo do caminho, os ares do deserto e a umidade do pacífico. Ao descer do altiplano para o nível do mar, pudemos perceber a temperatura cair drasticamente, e ao chegar na costa do pacífico, a emoção tomou conta, pois este era nosso objetivo - conhecer o Pacífico! E finalmente, podemos dizer que fizemos de "Costa a Costa da America de Motocicleta".  

Após tirarmos a foto, com o por do sol no mar (fato que nós brasileiros não vemos, pois estamos ao leste!), seguimos para o Hotel Antofagasta, ao lado do Iate Clube. Decidimos ficar no hotel, e comer algo.

No bar do hotel, conhecemos uma figura - Fred! Com seu violão, e sua aparência idêntica ao Marlos (acho até hoje que são meio irmãos!), alegrou nossa noite, com musicas brasileiras com sotaque chileno. Fizemos a festa, alegramos nossa alma, lavamos nossas emoções e fomos dormir - depois de alguns wyskies.

Com colaboração PHD Romário
BH TCC
PHD Buhatem


Hum ... Que mochila




Chegada a Vacaria com sua mochila de Pelotas.

Location:R. Augusto Terra,Vacaria,Brasil

Linha Ocupada







Galos foram parados na Linha do Trem

Location:Av Universidad,Villa María,Argentina

Galo Acabado





Após 300 Km nosso Capitão Galo pediu água .

Location:Av Universidad,Villa María,Argentina

Amigos em La Paz Argertina




Em nossa rota hoje encontramos Juan e outro amigo nos convidaram para um encontro de motos em SAN Luis.










Galo no deserto




Somente Galo na aventura " do Vale ao Atacama".

Location:Av Universidad,Villa María,Argentina

Do Vale ao Atacama - 7 dia

Neste dia ficamos em San Pedro de Atacama, para apreciar a cidade e fazer alguns tours. Como tínhamos contratado o passeios pelos géiseres, acordamos de madrugada (3 horas) e logo as 4 horas o guia nos buscou no hotel, rumo a 4300 metros de altitude para ver os géiseres, em seguida um banho numa piscina natural e visita a um lugarejo de 12 habitantes, incentivado pelo governo Chileno para promover o turismo local.

A viagem num micro ônibus foi realmente horrível, pois alem de apertado e lotado, a estrada é extremamente péssima! cheia de buracos e totalmente de ripel. O percurso de 90 km, quase faz não valer a pena a beleza natural que um vulcão em atividade pode trazer ao turista e ao anseio turístico de uma região que tanto precisa. Creio que o governo, que cobra tantos impostos e entrada no parque, poderia investir nas estradas e na infra-estrutura local, proporcionando ao turista um pouco de conforto!

Ao amanhecer, o frio é intenso e neste dia chegou a menos 12 graus! Após o sol sair atras das montanhas, o calor amenizou a temperatura, e deu coragem para entrar nas águas quentes, da piscina natural. Antes disto, um café da manhã reforçado na boca do vulcão....muito bom por sinal!

Em alguns pontos, principalmente a esquerda da piscina, o fundo é tão quente que chega a queimar os pés. Porem, a difícil tarefa é sair e colocar as roupas de frio novamente. Mas, temos coragem de sobra...somos harleyros e nada nos afeta....hehehe, pegamos uma baita gripe; isso sim! Fica a dica, levem agasalhos, lanches e bebida...pois o caminho é longo.

Na parte da tarde, ficamos curtindo a estrutura do hotel, na sombra a beira da piscina (nem pensar em entrar, pois estava gélida!), bebendo uns drinks e jogando papo fora! Fiquem todos tranqüilos, pois não falamos mal, de quase ninguém.

Todo dia toda hora...

Todo dia toda hora minha vida só melhora.
Este foi nosso grito de desafio para chegarmos ao Posto quase sem combustíveis . Limite 23 litros.





Após abastecimento fomos socorrer Marlos e Leco que ficaram no caminho sem gasolina .

Location:San Ambrosio,Vallenar,Chile

Do Vale ao Atacama - 6 dia

Hospedados na Casa Atacama By Noi Hotels, um hotel sustentável, com todos os quesitos de respeito aos recursos naturais escassos na cidade, como energia elétrica e água. O hotel é muito bom, apesar do preço. Mas vale a pena, como dica, peça que coloquem as motos defronte aos quartos, dentro dos muros do hotel. Eles não permitem, mas nós não pedimos permissão, somente colocamos por um portão lateral que abrimos e entramos. Caso contrario a poeira vai detonar as motos, visto que este hotel não tem estacionamento.


Acordamos mais tarde, pois a chegada a San Pedro foi ao anoitecer, e até fazer Aduana e chegar no hotel, check-in, etc...ficou tarde! Saímos pela cidade, após o café da manhã, que a primeira vista é horrível, mas aos poucos você encontra a magia do lugar.


Um misto de Velho Oeste Americano com Filme Mexicano, as casas em estilo próprio para adaptar-se as intempéries do deserto, esconde uma diversidade de turistas e estudantes em busca de oportunidades de trabalho temporário para reforçar o orçamento. Os restaurantes são fantásticos e a receptividade do povo é algo de fazer inveja a muitos países de primeiro mundo.



 A "Rua" principal é a Caracóles, e nela se encontram os restaurantes, agencias de turismo e lojas de Regalos e artesanatos. Na foto ao lado, a jornalista Glória Maria filmou parte do programa do "Globo Reporter" de 30/09/2011, onde Lhamas e Alpacas entravam na loja, como se fossem da familia. Bom, não encontramos nenhuma destas espécies na cidade, somente no campo. Fizemos amizade com Michael, um chileno, que aluga biclicletas, falamos sobre a reportagem, ele nos comentou que os animais pertencem a um sujeito que cria, e vende o direito de tirar fotos! Ou seja, a Glória exagerou e fantasiou demasiadamente! Acorda Rede Globo!
 Michael, nos levou a um bar, para tomarmos umas cervejas. São raros os bares e restaurantes que servem bebidas alcóolicas. E é proibido circular pela cidade com bebidas a mostra! O bar era legal, nos serviu a "Cerveza Austral" e batatas salteadas como aperitivo. Um bom papo, dicas sobre o que podemos fazer de roteiro turístico na cidade, e saímos para o almoço! No caminho, uma parada básica para ver os artesanatos, feitos com lã de Alpaca e Lhama, alem de comprar chá e bala de coca, para suportar a falta de ar. Michael ainda, nos indicou o Super Mercado, para comprar água e energético mais baratos.

Na parte da tarde, saímos com um grupo de turistas para visitar o Vale de la Luna, uma formação rochosa, com base de minerais expelidos pelos vulcões que rodeiam San Pedro há mais de 50 milhões de anos. A visão é impressionante, e a sensação de que somos visitantes neste planeta é eminente.


O grupo com o Vale de La Luna ao fundo, o calor no local é infernal, porem ao por do sol, o frio toma conta. São extremos de um país de extremos. Estamos vendo um Chile impressionante!
Romário, pingunço de carteirinha, encontrou um bar (pena que estava fechado) de frente ao Vale de la Luna...devia, quando aberto, ser um point interessante, pois a precariedade do local, leva o turista a consumir pelo impulso e pela cena esdrúxula.
Numa tentativa altamente criativa, o Leco tentou voar. A cena fala por si! O super PHD/Bluharleyro virando super herói. Ainda bem, que o preparo fisico do Leco permitia estas peripércias. A foto ficou show....
O Romário, não deixou por menos e com o céu azul ao fundo, tentou saltar, mas algo não permitiu...deve ter sido o peso do Logo da nossa viagem....rssrss! Se me perguntarem se tentei, bom alguém tinha que tirar as fotos!

Entre as formações rochosas do Vale, existe um local que as rochas de movimentam, gerando um barulho de trincar! Neste momento (um dos mais hilários da nossa viagem até aqui), o Radicce pediu a todos os turistas (e eram muitos..) silencio, pois somente com muito silencio poderíamos ouvir as pedras rangendo. Eis que todos fizeram um silencio, daqueles absolutos, mais de 50 pessoas quietas - imaginem a cena!!! Foi quando um ruído, grave e longo, saindo de dentro da cueca (que deve ter ficado borrada) do Radicce, rompeu o silencio. Alem do povo, as pedras rangeram de infelicidade pelo Cheiro deixado no Parque Nacional! Radicce, quase enfartou de tanto rir, dos outros.


Nosso grupo de Bluharleyros, reunidos numa das cenas mais bonitas de San Pedro de Atacama, o por do sol no Vale de la Luna. Estamos sobre uma grande pedra, e o sol ao fundo dando um toque magico ao local.

Bluharley no Atacama




"Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades, lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível".
Charles Chaplin

Estou muito feliz com este momento, que parecia ser somente um desafio, mas na verdade está se tornando em algo tão maravilhoso para os nossos olhos, pensamentos e corpo.
É claro que a saudade da família dos amigos me acompanha.
Abraços Romário Bluharley - no Atacama



Location:Tocopilla,San Pedro de Atacama,Chile

Do Vale ao Atacama - 5 dia

Acordamos bem cedo, 5 horas da matina. Preparamos nossa bagagem, colocamos tudo nas motos, e as 6 horas, conforme combinado estávamos todos no Café da Manhã no Hotel Alejandro I.


Decidimos sair cedo, pois a viagem não é longa até San Pedro de Atacama, mas como sabíamos da belíssima paisagem que iríamos encontrar, as paradas seriam muitas! E com isso, o tempo de viagem mais longo.


Primeira, da inúmeras paradas foi logo no inicio da RN 52 (Rota Nacional), que nos levaria ao Paso de Jama. Foi para observar o vale que se formava,  a presença dos primeiros cactos

Nesta foto, não aparece muito bem, mas a formação rochosa atras de mim, tinha muitos cactos, já mostrando o clima desértico que nos aguardava.

Romário, com seu capacete de Dick Vigarista, tentando negociar um Regalo, com uma artesã local. Não deu muito certo, e fica a dica, no percurso existem varias paradas para fotos. Nestas os artesãos oferecem de tudo, mas é tudo revenda. Não são eles que fazem, portanto deixar para comprar uma lembrança da cultura mais a frente, é um bom negócio. Além, de prestigiar o próprio artista!



Uma pequena amostra da estrada, subindo a 4.170 metros. A estrada bem sinuosa, possui o asfalta perfeito e as curvas são bem sinalizadas. O único risco, são os pedriscos que; com a passagem de caminhões de grande porte, acabam invadindo o acostamento e sujando as curvas, deixando um rastro de pedras e trazendo um grande risco para as motos.


Paramos a 4.170 metros de altitude, neste ponto entre Humahuaca e Paso de Jama, o ar muito rarefeito, fazia com que qualquer movimento, se transformasse num ato de atletismo de alta performance. Neste ponto, artesãos fazem peças com desenhos típicos do Vale, com pedras colhidas nos arredores. É bem legal, e vale a pena levar este "recuerdo".


No caminho, antes de Susques, encontramos uma das minas de sal da região, com artesãos fazendo peças de Cactos ou Lhamas esculpidas em sal. Compramos uns regalos (lembranças), tiramos muitas fotos e continuamos a viagem. Um fato curioso, é que os artesãos usas mascaras em todo o rosto, deixando apenas uns buracos nos olhos e boca, para se proteger do frio, vendo e salinidade da região.





Para enfrentar a altitude, e o mal estar (também chamado de Mal das Montanhas), o segredo é mascar folha de Coca. Provei, e me fez muito bem. Fiquei disposto e não tive maiores problemas ( e não da Barato nenhum.....). A compra foi num mercadinho, na cidade de Susques. E o preço foi de 3 pesos argentinos pelo pacote aí ao lado.





A falta de combustivel é constante. Programamos abasteces em Susques, num dos postos da rede YPF, porem alem de abandonado, estava depredado. Seguimos mais 3 km e encontramos este pequeno posto, sem nome, nem bandeira. Porem, nos vendeu Gasolina Azul. Na altitude, o motor das motos rende menos, porem o consumo de combustivel é baixo! No meu caso que estava fazendo uma média de 16 km/l passei a fazer 22 km/l.

Neste mesmo posto, tem um Restaurante e Hotel chamado Pastos Chicos, o proprietário Paulo, um Argentino de Buenos Aires, que fala bem o português, muito atencioso e simpático com todos. Foi o primeiro a ceder umas folhas de coca para aliviar o nosso mal estar. E indicou a cidade de Susques para a compra. Eu e o Leco, voltamos a Susques para comprar.
A comida é deliciosa, provei o espagueti com ovos e espinafre. O interessante é que o Leco e Romario pediram o mesmo prato, e recebemos 3 versões diferentes...hummm, sei não!


 Chegamos na divisa com o Chile, no Paso de Jama. Antes fizemos a saída da Argentina, na Aduana. Apesar da pouca fiscalização, é importante ter os papeis todos em ordem, pois o sistema fica com seus dados de entrada no país, e sem registro de saída, pode ser complicado num apuro. Foi rápido, fácil e como sempre a Policia Federal Argentina é muito gentil - compensa!




A RN 52, é a principal via de acesso ao Chile. Considerada estratégica para os dois países, pois faz uma das mais importantes ligações entre o Atlântico e Pacifico, agilizando o transporte de mercadorias, o comércio e a integração dos povos.
Ainda na divisa, a distancia para San Pedro de Atacama é de 160 km. E está é a parte mais complicada, pois o vento é forte e o frio congelante.

Apesar do sol predominante, a temperatura começava a cair, primeiro pelo horario, estava entardecendo. Segundo pela altitude, atingimos o ponto máximo pelo GPS de 4.828 metros. O relógio de temperatura da Ultra, marcava 40 graus Fahrenheit ( 4 graus celcius), mas com o vento forte a sensação térmica era de menos 10 graus...acho!




O ponto alto da viagem era este trecho, e realmente vale muito a pena conhecer. A paisagem é fantástica, desenhada meticulosamente. As cores das montanhas, os rios secos nesta época do ano, as cidades com casas feitas com as rochas, é passagem obrigatória para aventureiros, como nós!


Ao fundo o Vulcão Licancabur (5917m)

BH TCC
PHD Buhatem