Do Vale ao Atacama - 3 dia

Nosso destino de hoje é sair de Corrientes em direção a Salta, ao chegar em Salta estaremos cumprindo o Roteiro previsto, e colocando todo atraso em ordem. O percurso compreende cerca de 830 Km, composto em sua maior parte, principalmente entre Presidência Roque Saenz Peña e Joaquin V. Gonzales em retas intermináveis. O asfalto é péssimo, e muitos animais nas laterais da pista, cabras, vacas e até porco encontramos. O risco é grande, mas com um pouco de zelo e atenção, passa fácil.

O maior problema é combustível, encontramos diversos postos com filas de carros, racionamento de 100 Pesos Argentinos por veículo, falta de combustíveis (uns tinham somente a "Super" e outros a "Premium") e outro problema é que poucos, ou quase nenhum aceita Cartão de Crédito, somente em dinheiro. Bom, pelo menos, não tivemos problemas com autonomia das motos.


Paramos para abastecer em Pampa de Los Guanacos, onde encontramos uma comunidade de Mennonitas e em missão estavam uns Mexicanos, aproveitamos a oportunidade e tiramos muitas fotos com eles. O local é pitoresco, com carroças por todos os lados. As mulheres e crianças com chapéus com laços rosas e os homens de macacões (todos iguais - parecem uniformes!). Aproveitamos e almoçamos, pois o Radicce estava morto de fome, e pediu para todos bifes a milanesa, com salada. O pão fresquinho, de massa macia, com um molho de maionese, estava fantástico.


Continuamos, porem a estrada estava com muitos remendos, e o calor do dia superava a marca dos 100 graus fahrenheit no marcador da Ultra, convertidos para 38 graus celsius, cansava a cada quilometro. O sono foi o maior inimigo, eliminado com muita água e balas, alem de brincadeiras na estrada. Alem, de acelerar para reduzir o stress, e aumentar a adrenalina.

Uma das paradas, para aliviar a bexiga, o Romário aproveitou para de refrescar com os carrapatos do mato. 

Durante o percurso, o Leco trocou de moto com o Marlos. Um maluco de BMW, ninguém merece! Logo destrocaram, e ficou tudo certo. Ainda bem....putz!


Umas das cenas marcantes do dia, foi a baixa renda de familias do interior, e as inúmeras crianças, que pedem esmola - porém, oferecem trabalho em troca, como limpar a moto (parabrisa), colar o adesivo no vidro do posto, etc. Ou seja, pedem dinheiro, mas oferecem algum trabalho em troca. Levam uma vida simples e aparentemente feliz. Algo me lembrou a minha infância quando vi na mão de um deles uma "Funda" feita de galho de arvore e borracha de câmera de ar - tive muitas destas (só não tinha uma boa mira, para acertar os passarinhos...rsrsrs).




A viagem estava ficando exaustante, pois com o rumo a Oeste, e o sol de frente, estava cansando demais a vista, o óculos de sol não era suficiente para diminuir a intensidade do céu azul e sol forte. Apesar do protetor solar, as marcas ficaram no rosto, mesmo com viseira solar.

Chegamos em Salta, por volta das 18 horas, e ficamos surpresos com a belíssima cidade de 1.200.000 habitantes. Buscamos o Hotel Alejandro I para nos hospedar. O Romário negociou a diaria, e ficou mais barato que qualquer Ibis no Brasil, porem com padrão 5 estrelas.

Passaremos 1 dia de folga para conhecer a cidade e descansar, deste primeiro trecho de viagem. Uma pena, que o "Tren a las Nubes", só sai as quintas e sábados, nesta semana. Portanto, teremos que retornar outra vez, para fazer este passeio.



Saímos para jantar, e encontramos a poucas quadras do hotel restaurantes com show típicos dos Chacos. Encontramos Daniel, um artista que já esteve por muitos anos fazendo Caricaturas na Oktoberfest em Blumenau, aproveitamos e fizemos uma do grupo. Ficou legal! 

BH TCC
PHD Buhatem

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