Do Vale ao Atacama - 5 dia

Acordamos bem cedo, 5 horas da matina. Preparamos nossa bagagem, colocamos tudo nas motos, e as 6 horas, conforme combinado estávamos todos no Café da Manhã no Hotel Alejandro I.


Decidimos sair cedo, pois a viagem não é longa até San Pedro de Atacama, mas como sabíamos da belíssima paisagem que iríamos encontrar, as paradas seriam muitas! E com isso, o tempo de viagem mais longo.


Primeira, da inúmeras paradas foi logo no inicio da RN 52 (Rota Nacional), que nos levaria ao Paso de Jama. Foi para observar o vale que se formava,  a presença dos primeiros cactos

Nesta foto, não aparece muito bem, mas a formação rochosa atras de mim, tinha muitos cactos, já mostrando o clima desértico que nos aguardava.

Romário, com seu capacete de Dick Vigarista, tentando negociar um Regalo, com uma artesã local. Não deu muito certo, e fica a dica, no percurso existem varias paradas para fotos. Nestas os artesãos oferecem de tudo, mas é tudo revenda. Não são eles que fazem, portanto deixar para comprar uma lembrança da cultura mais a frente, é um bom negócio. Além, de prestigiar o próprio artista!



Uma pequena amostra da estrada, subindo a 4.170 metros. A estrada bem sinuosa, possui o asfalta perfeito e as curvas são bem sinalizadas. O único risco, são os pedriscos que; com a passagem de caminhões de grande porte, acabam invadindo o acostamento e sujando as curvas, deixando um rastro de pedras e trazendo um grande risco para as motos.


Paramos a 4.170 metros de altitude, neste ponto entre Humahuaca e Paso de Jama, o ar muito rarefeito, fazia com que qualquer movimento, se transformasse num ato de atletismo de alta performance. Neste ponto, artesãos fazem peças com desenhos típicos do Vale, com pedras colhidas nos arredores. É bem legal, e vale a pena levar este "recuerdo".


No caminho, antes de Susques, encontramos uma das minas de sal da região, com artesãos fazendo peças de Cactos ou Lhamas esculpidas em sal. Compramos uns regalos (lembranças), tiramos muitas fotos e continuamos a viagem. Um fato curioso, é que os artesãos usas mascaras em todo o rosto, deixando apenas uns buracos nos olhos e boca, para se proteger do frio, vendo e salinidade da região.





Para enfrentar a altitude, e o mal estar (também chamado de Mal das Montanhas), o segredo é mascar folha de Coca. Provei, e me fez muito bem. Fiquei disposto e não tive maiores problemas ( e não da Barato nenhum.....). A compra foi num mercadinho, na cidade de Susques. E o preço foi de 3 pesos argentinos pelo pacote aí ao lado.





A falta de combustivel é constante. Programamos abasteces em Susques, num dos postos da rede YPF, porem alem de abandonado, estava depredado. Seguimos mais 3 km e encontramos este pequeno posto, sem nome, nem bandeira. Porem, nos vendeu Gasolina Azul. Na altitude, o motor das motos rende menos, porem o consumo de combustivel é baixo! No meu caso que estava fazendo uma média de 16 km/l passei a fazer 22 km/l.

Neste mesmo posto, tem um Restaurante e Hotel chamado Pastos Chicos, o proprietário Paulo, um Argentino de Buenos Aires, que fala bem o português, muito atencioso e simpático com todos. Foi o primeiro a ceder umas folhas de coca para aliviar o nosso mal estar. E indicou a cidade de Susques para a compra. Eu e o Leco, voltamos a Susques para comprar.
A comida é deliciosa, provei o espagueti com ovos e espinafre. O interessante é que o Leco e Romario pediram o mesmo prato, e recebemos 3 versões diferentes...hummm, sei não!


 Chegamos na divisa com o Chile, no Paso de Jama. Antes fizemos a saída da Argentina, na Aduana. Apesar da pouca fiscalização, é importante ter os papeis todos em ordem, pois o sistema fica com seus dados de entrada no país, e sem registro de saída, pode ser complicado num apuro. Foi rápido, fácil e como sempre a Policia Federal Argentina é muito gentil - compensa!




A RN 52, é a principal via de acesso ao Chile. Considerada estratégica para os dois países, pois faz uma das mais importantes ligações entre o Atlântico e Pacifico, agilizando o transporte de mercadorias, o comércio e a integração dos povos.
Ainda na divisa, a distancia para San Pedro de Atacama é de 160 km. E está é a parte mais complicada, pois o vento é forte e o frio congelante.

Apesar do sol predominante, a temperatura começava a cair, primeiro pelo horario, estava entardecendo. Segundo pela altitude, atingimos o ponto máximo pelo GPS de 4.828 metros. O relógio de temperatura da Ultra, marcava 40 graus Fahrenheit ( 4 graus celcius), mas com o vento forte a sensação térmica era de menos 10 graus...acho!




O ponto alto da viagem era este trecho, e realmente vale muito a pena conhecer. A paisagem é fantástica, desenhada meticulosamente. As cores das montanhas, os rios secos nesta época do ano, as cidades com casas feitas com as rochas, é passagem obrigatória para aventureiros, como nós!


Ao fundo o Vulcão Licancabur (5917m)

BH TCC
PHD Buhatem

4 comentários:

Samir smp estragando as fotos no blog rsrsrrs... Viagem ta Show.. Grande Abraço vao com Deus!
Alexandre

Aí gentem ! belíssimos relatos e fotos. Boa viagem.

Valeu Natal e Alexandre! Estaremos saindo de San Pedro de Atacama, amanhã cedo...rumo a Iquique!

Vou postar logo os outros dias!

abraços

PHD Buhatem

Mto legal as imagens de vcs e da paisagem.......sucesso e boas emoções. PHD Jorge