Do Vale ao Atacama - 9 dia

Acordamos cedo, em Antofagasta. Pudemos tirar uma fotos na varanda do Hotel. Com as rochas vulcânicas, separando o Oceano Pacífico da baía dos Albatrozes, formam um local mágico, onde natureza e modernidade convivem de forma harmônica.

O Hotel Antofagasta, oferece um excelente café da manhã, e uma vista privilegiada do Oceano, que ao observarmos, podemos constatar que a vida marinha, mesmo sob ameaça do seu predador, vem perto da costa. Resumo: s peixes morrem no bico dos albatrozes!










No caminho para La Serena, encontramos a "Mano del Desierto", monumento feito pelo homem e pichado por vândalos (até lá, existe este tipo de gente!). Certamente, não poderíamos deixar de enfrentar o ripel, e colocar as motos para uma foto, diante desta magnitude.

A Mano del Desierto, é um dos mais famosos monumentos de Antofagasta. Arte parecida com o que existe na Praia em Punta del Este, está na Ruta 5 e não deve deixar de ser apreciada.

O monumento que deixamos de ver, pois entramos na cidade por outro lado, devido a falta de combustível, foi o La Portada (Pedra Furada). Porem, não nos abala pois deixa para trás um compromisso....Voltar!!!! e voltaremos.




Com meu amigo, e agora parceiro de viagem e caroneiro - Romário, tirando fotos - ao ponto de acabar ou com a bateria da sua Sony Cybershot ou com a capacidade de armazenar os arquivos no Sd Card. Podemos ter a lembrança de apreciar que o azul turquesa do Pacífico, é algo espetacular. Cada canto, cada encosta, cada praia e as formações rochosas - fazem com que o sonho de ver o Pacífico, se torne uma realidade e uma dádiva. Realmente, vale a pena em todos os sentidos.




 Ao longo do caminho, encontramos um grupo de aposentados (acho que eram, pois não entendi muito o franespanhol, falado pelos franceses!), eles viajam o mundo com seus Citroën 2CV, da década de 70. Algo parecido com um clube, que viaja o mundo, pelo prazer de demonstrar que estas máquinas podem mais que parecem!


No almoço, a fome pegou a todos. Pois com a viagem correndo bem, estávamos quase esquecendo de fazer uma boa refeição. E isto é um erro, pois o esforço e as intempéries podem exigir mais do nosso organismo que a alimentação faz falta.

Paramos, num restaurante perto de Chanaral. O prato do dia era um tal de Povo (quando veio, ficamos em duvida, mas depois vimos que era Peru!), estava muito bom. Mas, o sorvete de sobremesa esta melhor....rsrssrs

O local era super simples, típico de interior! Mas, com a quantidade de caminhões parados, certamente a comida era boa! Isto não muda, em relação ao Brasil...onde para caminhoneiro, o rango é bom e barato.

 Continuamos a viagem, o destino era chegar em La Serena, mas o horário já sinalizava que era impossível. Pelo menos, durante o dia e com segurança. Paramos, numa pousada/restaurante em Caldera (próximo a Baia Inglesa). O Marlos estava faminto, novamente....Foi logo pedindo uma sopa de fruto do mar (esta certo, estava apetitosa e pedi também!). O Leco e Romário pediram empanadas, e o Marlos repetiu mais uma sopa. Os vizinhos e atendentes, se encantaram pelas motos...tiraram fotos, e partimos!






Programamos no GPS, uma parada em Copiapó para abastecer, mas como Road Cap (sem experiencia...), perdi a entrada da cidade. Reunimos o grupo, e tínhamos duas opções: Voltar ou seguir viagem....putz, decidimos seguir viagem. Nenhum posto a vista, os quilometros passavam, o ponteiro do combustivel ia baixando e nada de posto de combustivel. Quando minha luz de reserva acendeu (tenho 5 litros de reserva - aproximadamente 75 km), comecei a economizar. Andei em velocidade constante, sempre na sexta marcha e evitava qualquer manobra de parada e arrancada. Conversei com meu Road Vice-Cap Romário, e colocamos na cabeça que "Todo dia, toda hora, nossa vida só melhora!" e que tudo ia dar certo. Mentalização ajuda muito nessas horas. A noite ia caindo, e o máximo que chegaríamos era a Vallenar. Roteei no GPS o posto mais próximo, e faltando 25 km o Marlos e Leco ficaram sem combustivel. A noite e na rodovia de acesso a Vallenar. Continuamos (eu e Romário), e aproveitando ao maximo, chegamos ao posto. Abastecemos e ainda tinhamos 1,39 litros no tanque...rsrsrs

Compramos combustível, e colocamos em garrafas PET, levamos ao Marlos e ao Leco, e chegamos todos bem na cidade.


No hotel, pedimos vinho e uma pizza para jantarmos. Tomamos todo o vinho, e a pizza ainda estamos esperando chegar.

BH TCC
PHD Buhatem

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