2º dia - Do Vale ao Fin del Mundo - Rivera a Buenos Aires

Feito check-out no hotel, bagagem devidamente arrumada nas HD’s, partimos para a Aduana Uruguaia, no qual fomos Super Bem atendidos e rapidamente nossos passaportes estavam carimbados e prontos para continuar a viagem.

No lado de fora da aduana, dois brasileiros nos ofereceram Pesos Argentinos para cambiar. Fica a Dica, pois o Romário quase comprou por R$ 0,40 em Blumenau, eu troquei por R$ 0,35 e eles estavam ofertando a R$ 0,30 e ainda tinha como negociar. A explicação é quase simples, pois como a divisa de Rivera é passagem para os Argentinos, eles fazem muito “Cambio”, podendo ofertar Pesos a preço mais em conta.

Seguimos rumo a Tucuarembó, a estrada perfeita como de costume no Uruguay. A policia, nos postos de fiscalização são extremamente gentis com o Brasileiros e não tivemos problemas. Porem, ao contornar a rodovia, no Trajeto 26 até a Ruta 3, rumando ao sul para Paysandu/Cólon. A estrada estava em péssimas condições (nem parecia o bom Uruguay que conhecemos….), uma lástima e no qual indico evitar, para o bem das motos, do roteiro, da segurança e do conforto ao pilotar. Já na Ruta 3, estava tudo perfeito.

Ao chegarmos em Paysandu, fomos direto para a aduana, para os tramites de saída do Uruguay e entrada na Argentina. Foram quase 3 horas de fila, no sol escaldante de 43 graus. Um desrespeito a qualquer ser humano. Ambos os governos são duplamente culpados pela neglicencia deste fato lamentável, não somente conosco, mas com as dezenas de carros e motos querendo cruzar a fronteira.

Passado o sufoco, passamos pela Mega Ponte sobre o Rio Uruguai e finalmente ingressamos na Argentina. Logo acessamos a Ruta 14 sul, com destino a Buenos Aires. A velocidade da via é de 120 km/h para veículos de pequeno porte (no qual inclui as motos). Infelizmente, em poucos quilômetros fomos agraciados pela fiscalização da Policia Argentina e seu jeito de “Arrancar”uma propina dos turistas que por ali passam. E o pior, na nossa frente dividiram os dólares, e deram um documento (que vou guardar em meu quadro de recordação), dando passe livre por toda Ruta 14, que os “Seus Colegas”não iriam nos atormentar. Pode?

Cabe o comentario sobre os problemas com a falta de combustível na Argentina. Todos os postos, possuem filas para abastecer, e pouquíssimos aceitam Cartão de Crédito, somente em “Efectivo” (dinheiro…Pesos…e não tentem pagar em dólares, pois a cotação de 1/5 é irreal!!). Assim, fia a dica…ao ver um Posto, aproveite e pare para abastecer…pode ser o ultimo em quilômetros de estrada!

Da Ruta 14 passamos para Ruta 12 em Zarate/Ar, e em seguida para Ruta 9 para entrarmos em Buenos Aires pelo norte da cidade. A Ruta 9, é uma verdadeira pista de corrida, com velocidades que variam de 90 Km/h a 130 km/h, dependendo da pista e do porte do veículo, é emocionante e a adrenalina vai ao extremo. De qualquer forma, saímos direto na Av. 9 de Julio e no Obelisco, centro de B.A. Nos hospedamos no NH Hoteis, na Av. Cerrito 154.
Entrando na 9 de Julio, com Obelisco ao fundo


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