13º Dia - Do Vale ao Fin del Mundo - El Calafate e Glacial Perito Moreno

Hoje é dia de folga, para as motos! Adquirimos um programa turístico para conhecer o Glacial Perito Moreno e juntamente com um mini-trecking.

O guia, nos buscou no Hotel perto das 10h, e seguimos para o Parque onde fica localizado o Glacial, distante cerca de 80 km ao sul de El Calafate.



Geleira Perito Moreno localiza-se na Argentina, ela se estende desde o Campo de Gelo Patagônico Sul, na fronteira entre Argentina e Chile, até o braço sul do Lago Argentino, possuindo cinco quilômetros de largura e 60 metros de altura. Seu nome é uma homenagem a Francisco Pascasio Moreno, criador da Sociedade Cientifica Argentina e um renomado pesquisador da região austral daquele país. O Glacial é considerado uma das reservas de água doce mais importantes do mundo. 
Destaco, agua doce! Muitos pensam que as Geleiras são formadas por água salgada, principalmente as formações ligadas aos oceanos, porem todas são de agua doce, por este motivo o Congelamento do seu complexo interior.
É uma das geleiras mais imponentes e já foi chamada de a "oitava maravilha do mundo", devido à vista que se tem de seu topo. Localizada em uma zona rodeada por bosques e montanhas, está dentro do  Parque Nacional Los Glaciares, criado em 1937 na Província de Santa Cruz, localizada ao sul da Argentina. Esse parque de 724.000 hectares possui um total de 356 geleiras.
Em diversos pontos de sua extensão, a geleira represa as águas do Lago Argentino, onde nosso Hotel margeia, fazendo com que esse atinja uma altura de até 30 metros. Neste ponto a água começa a fazer pressão sobre o gelo. Essa pressão cria um túnel com uma abertura de mais de 50 metros, por onde as águas do Rio Braço acabam descendo até o Lago Argentino. A pressão da água provoca um desabamento na borda da geleira, formando um espetáculo incrível. Esse processo se repete ao longo de intervalos irregulares: o último desabamento ocorreu em 9 de julho de 2008. Os anteriores em 13 de março de 2006, dois anos após o desabamento ocorrido em 2004, sendo que o anterior ocorreu somente 16 anos antes, em fevereiro de 1988. Os turistas podem observar o fenômeno a 200 metros de distância, em instalações especialmente construídas para este fim. Este último desabamento foi presenciado por cerca de vinte felizardos. (fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre).
Parada com os amigos, da esquerda para direita, Celio Benicio, Ludmilla
Francisco Junior, eu e Romário
A primeira parada, com uma certa distancia para apreciar a vista do Lago Argentino e o Glacial Perito Moreno ao fundo, dá uma idéia da imensidão desta Geleira. Ao fundo, o tempo nublado, com cerração baixa indica que está nevando nos Andes, engrossando ainda mais a beleza e complexidade desta Maravilha da natureza.
Glacial Perito Moreno e a neve ao fundo
 Dentro do parque, um complexo de passarelas, muito bem montadas e com uma infra-estrutura digna dos grandes parques do mundo. Pode-se chegar próximo ao Glacial, e com um pouco de sorte, presenciar as explosões provocadas pelo rompimento de parte da geleira e sua queda na água, provocando uma série de ondas e a admiração dos turistas visitantes. Muitos, ficam horas com suas câmeras posicionada, a espera do momento certo para uma foto inesquecível - a queda da geleira.


Samir e Romário numa das passarelas do Parque

A turma pronta para embarcar no Barco que nos levará para o mini-trecking
 As passarelas do parque, com diversos níveis, podem te levar até o nível do Lago Argentino. A vista e a paz que o lugar te proporciona é algo impressionante, pois neste lugar quem manda é a Mãe Natureza, o vento, o frio, a chuva ou o Sol é de determinação única dos ventos úmidos que o Oceano Pacífico desloca para a Cordilheira dos Andes, fato formador das geleiras e que não estão em extinção, pelo contrario - aumentam a cada ano!

Romário, no bosque que leva ao Glacial

Samir e o grupo de turistas, que em grupos caminharão pelo Glacial

Um pequeno furto - Romário e a pedra que marcará sua visita ao Glacial
 Após apreciarmos o Glacial a distancia, chega a hora de caminharmos por cima dele, e provar um pouco dos desbravadores que antecederam a milhares de anos a nossa vida moderna. Para tal, nosso guia nos conduziu a beira do Lago Argentino para pegarmos o barco que nos levaria ao ponto de encontro, com outros grupos e guias treinados.

A beira de um bosque, que mais parecia tirado de uma das aventuras de Narnia, um pequeno alojamento para deixar guardados toda a tralha desnecessária para o trecking.

Importante salientar que precisávamos das mãos livres, para poder se equilibrar na geleira, e que pegar ou se apoiar no gelo poderia provocar cortes, visto que o gelo glacial é duro e afiado como uma faca.


O grupo se reuniu, para ouvir em duas línguas (Espanhol e Inglês), a explicação das normas de segurança, como também da origem do Glacial.

Em resumo: Os ventos gelados e úmidos, vindos do Oceano Pacífico e chocam contra a cadeia de montanhas da Cordilheira dos Andes. A umidade condensada, se transforma em neve. Esta, por sua vez compactada pelo peso das nevasca constantes, formam o bloco de gelo, que com a luz solar parece azul, mas é apenas ilusão óptica. Na verdade, tudo é transparente. Ao longo de milhares de anos, foi-se formando o Glacial. A medida que neva em sua base, próximo a Cordilheira, o peso e a nova neve, empurra todo o Glacial contra o Lago Argentino. Sendo a parte mais frágil rompe-se e forma o estrondo que todos admiram e buscam a melhor foto deste fenômeno.
Pinguço inveterado, Romário aprecia um bom
Bourbon para espantar o frio

A temperatura é agradável, e não chega a incomodar. Mesmo porque o exercício de caminhar pela geleira, com todos os dispositivos de segurança, fazem você ficar literalmente exausto.

Mas, claro que para não ter problemas de saúde, tomar um bom whisky é providencial. E para tal, nosso Bar Man ambulante estava sempre preparado.
Devidamente calçado com uma estrutura de travas,
pronto para o mini-tracking


Antes de iniciar a jornada pela geleira, colocamos uma especie de armadura nas botas, com travas. A instrução de caminhada é relativamente facil:
1. Andar com os pés separados
2. Para subir andar como “Pato”, ou seja, as pontas dos pés voltados para fora
3. Para descer, agachar os joelhos, manter o tronco reto e pisar firme sobre o gelo.

Facil….após alguns minutos, já pode se considerar um profissional. Mas, falta fôlego aos desavisados e mal preparados, como eu! rsrs





O Glacial é formado por inúmeras fendas, que ao longo da caminhada, nos fornecia uma água de inigualável sabor. Algo puro e gelado, que alem de matar nossa sede, nos mostrou o quanto que a água que bebemos no mundo, é algo artificialmente modificada.
O fim da expedição de trecking é brindado com uma boa dose de Whisky, servido com gelo de 400 anos - retirado do Glacial.
Retornamos ao ponto de encontro, e registro algumas fotos do bosque, que com suas arvores e arbustos de Calafate, formam uma das imagens mais bonitas desta viagem. Parece um quadro!
Bosque do Parque - Imagem excepcional
Bosque do Parque - Parece uma Pintura
Voltamos ao hotel, exaustos! Fomos para a piscina e curtimos um pouco a conversa fiada. Conhecemos um cardiologista de Buenos Aires, que juntamente com sua esposa e filho, mudaram para Ushuaia.  Lá ja atendeua muitos brasileiros que necessitavam Após o relax da piscina térmica, decidimos jantar no próprio hotel e descansar, pois dia seguinte estava reservado ao inicio do retorno para casa!

12º dia - Do Vale ao Fin del Mundo - Rio Gallegos a El Calafate

A viagem está um espetáculo, a cada dia uma nova aventura e novos amigos se unem a expedição. Hoje especialmente, temos hospedados no mesmo hotel, alem de mim e do Romário, o Francisco Junior, Célio Benicio e Ludmilla de Belo Horizonte, e ainda o Humberto e Jefferson de Santa Catarina.

Após o café da manhã super reforçado, finalmente com um Omelete digno de um bom hotel. E depois de entrar no booking.com para fazer a reserva no mesmo Hotel Xelena, reservado pelos amigos de BH. Partimos rumo a El Calafate. Nos despedimos do Humberto e Jefferson e combinamos nos reencontrar em Buenos Aires, que ambos iriam parar uns dias para revisão e troca de pneus das BMW GS R1200 Adventure na própria concessionária.

Romário, Junior e sua esposa, Célio e eu partimos para El Calafate.
Ruta0.com mostra o roteiro e tipo de estrada, trecho a trecho

A rota programada foi partir de Rio Gallegos, pela Ruta Provincial 11 e logo após 31 km pegar a famosa Ruta Nacional 40, por mais 127 km. em seguida pegar a Ruta Provincial 5 em Esperanza (onde abastecemos) e seguir para o encontra da Ruta Nacional 3 até El Calafate. No total são 301 km…um passeio, de ventos fortes e paisagem deslumbrante.

Em Esperanza, encontramos um Casal de São Paulo. Ele estava com uma Vstrom 1000, que com pouco mais de 2 anos já tinha feito mais de 90.000 km. Portanto, podemos considera-lo um experiente motociclista. Porem, estavam simplesmente arrasados, pois vinham de San Carlos de Bariloche, pela Ruta Nacional 40, e seus 700 km de Ripio. Após alguns tombos, colocaram a moto numa plataforma, e seguiram de carro até atingir novamente o asfalto. Sua esposa traumatizada, estava muito triste, pois a viagem estava sendo estressante devido aos problemas com o Ripio, mas principalmente pela falta de combustível. Em momentos da sua viagem, ficaram 3 dias parados esperando combustível numa cidade perdida pela RN 40. Este momento, nos fez refletir sobre a viabilidade de seguir para Bariloche, ou rumar para casa antecipando a viagem.

Para nós, já estava bastante difícil lidar com vários trechos sem Nafta. Creio que é a maior dificuldade de viajar pela Argentina, pois nunca se sabe se o Posto Programado na sua Rota, haverá combustível disponível na sua chegada. Em muitos o racionamento e as filas são constantes e intermináveis.

Nos despedimos do casal de SP (que infelizmente não pegamos o nome, tampouco o contato.) e seguimos nosso caminho, já abastecidos e alimentados.

Fizemos uma parada no Mirador El “Monito” - Tec Julio Heredia, para contemplar a Cordilheira dos Andes ao fundo e o Deserto Patagônico abaixo, uma das imagens deslumbrantes que estamos presenciando nessa viagem fantástica.
 
Romário e Samir, com as Cordilheira ao fundo e o deserto da Patagonia

Célio Benicio de BH, namorando a Harley

Junior e Ludmilla em Perfeita Harmonia


Cordilheira dos Andes, nos dando as Boas Vindas

El Calafate é uma pequena cidade localizada na província de Santa CruzArgentina próxima a fronteira com o Chile. Com aproximadamente 5.500 habitantes, distante cerca de 270 Km da capital provincial: Rio Gallegos.
Arbusto de Calafate a fruta

É a cidade mais próxima ao Parque Nacional dos Glaciares, a cerca de 80 quilômetros, onde localiza-se a maior geleira em extensão horizontal do mundo: Glaciar Perito Moreno que encontra-se constantemente em evolução com diminuição de sua área devido ao aquecimento global. Também próxima de outra importante geleira: Glaciar Upsalla.
Lago Argentino e uma visão maravilhosa da Cordilheira ao fundo.
Ao chegarmos ao Hotel Xelena, a grande surpresa! Minha reserva para um apartamento duplo, feita pelo booking.com na parte da manhã, não pode ser efetuada por falta de vaga, na categoria escolhida ( a mais barata!). Porem, como o Hotel não pode deixar de honrar os compromissos assumidos - disse o recepcionista (acho até que era o Gerente do Hotel), nos deu um up grade para a SUITE PRESIDENCIAL!!! Pode?? É pracabá….kkkk.
Visão da Sala da Suite Presidencial do Hotel Xelena
Após a boa noticia, e como de costume o Junior já estava no Bar, com as Cervejas Quilmes geladíssimas e um bom petisco nos aguardando. Este é dos meus, não espera acontecer…vai direto ao que interessa! O BAR…rsrs.

Saímos de Van, disponibilizada pelo Hotel para o centro de El Calafate, para jantar. Inicialmente vimos um show regional, em comemoração ao fim do Verão, com uma feira de artesanato. E depois seguimos ao restaurante, para o deleite geral com um bom vinho e uma comida mais que especial.

Rua Principal de El Calafate
Jantar com Amigos - Iniciando os Trabalhos









11º Dia - Do Vale ao Fin del Mundo - Ushuaia a Rio Gallegos

Hoje é dia 17 de Fevereiro de 2013, um domingo. Acordamos cedo para preparar as tralhas para partir de Ushuaia. Nosso destino inicial é Punta Arenas, mas as coisas começaram a mudar desde cedo.

O Romário, como de costume verificou o tempo. Nuvens intercaladas com sol, logo as 6h da manhã visto pela janela do quarto do Hotel Albatroz, com vista para o estacionamento e consequentemente para nossas motos, que pairavam no tempo.

Arrumamos tudo, e antes do café da manhã e do check-out, fomos arrumar as tralhas nas motos. Ao chegar, constatamos uma chuva insistente. - Romário, você bebeu ou cheirou muita cola..kkk! Fui logo indagando ao meu parceiro sobre sua "previsão do tempo". Logo descobrimos que Ushuaia era assim mesmo, em minutos o tempo vira. Tanto para chuva como para sol. A duvida sobre a saída, por alguns momentos invadiram nossas mentes, mas colocamos tudo nas motos, e fomos para o Dasayuno.

Durante o Café, consultamos a previsão do tempo para os próximos dias, e sabedores que iria chover nos 3 dias seguintes, e ainda como combinamos com a turma de BH nos encontrar as 8h no Posto YPF na Av. Canal de Beagle, decidimos seguir enfrente e encarar o desafio de pegar mais um pouco de chuva. Colocamos as capas, e seguimos para o Ponto de Encontro pontualmente. Abastecemos e seguimos para o Estreito de Magalhães.

A maior duvida sobre seguir na chuva ou não, foi o fato de enfrentar o Ripio, com ventos fortes e chuva. A dificuldade seria maior, mas nos confortou o fato de que em Toulhin (77 km de Ushuaia), a beira do Lago Fagnano, já haveria sol; esta informação tomamos da recepcionista do Hotel - que foi promovida a Garota da Previsão do Tempo! Pois acertou quase em cheio…quase!

Assumi como Road Cap do grupo, agora formado por duas Ultras e duas GS 1200R da BMW, com cautela normal para o clima, seguimos o caminho ao leste e logo assumimos o rumo norte. Há alguns quilômetros do Paso Garibaldi, com a altitude subindo a temperatura foi caindo rapidamente. Aos poucos a chuva foi se transformando em um neve fina, mas ao chegar no ponto mais alto da passagem da Cordilheira dos Andes - justamente no Paso Garibaldi, a neve começou a se intensificar, nos obrigando a parar. Não por problemas técnicos ou pela dificuldade de conduzir as motos, mas para apreciar o momento único que estávamos vivenciando - Conduzir as motos sob forte nevasca!! Jamais esqueceremos a cena impressionante!

PHD Romário na Neve no Paso Garibaldi
As copas das arvores ao nosso redor estavam completamente brancas, com a neve que caiu ao longo de toda noite, fato comum para esta época do ano nos Andes.

Mas chegar no momento da uma nova neve, foi muita sorte, pois nos proporcionou um visual incrível. Ficamos impressionados e felizes, pois não poderemos dizer que “nunca mais” enfrentaremos outra desta. Mas que será dificil, ahhh isso será com certeza!
Célio Benicio enfrentando sua primeira Nevasca


O nosso amigo, que fizemos durante a viagem, o Célio Benicio - Engenheiro de Minas, ficou muito emocionado, pois foi sua primeira neve. Já havia visto muita neve caída, mas nevando foi a primeira. Acho que para todos nós, foi uma surpresa.





Mas, o dia estava apenas começando!! 

Logo que parei para tirar fotos e filmar, retirei a luva impermeável da Harley, e fiquei apenas com a segunda pele. A temperatura no termômetro da Ultra, marcava 0º C. A parada foi rápida, pois temíamos pelo congelamento do asfalto, e consequentemente o inicio das dificuldades como derrapagens e o frio extremo na injeção de combustível (que não estava preparado para tanto frio).

Logo saímos, e continuamos a viagem. Em poucos quilômetros senti a temperatura caindo e o termômetro já marcava −4ºC, o frio congelante estava esfriando nosso corpo. Mas, sentia muito a minhas mãos, mais ainda a Direita. foi que percebi que tinha esquecido de recolocar a luva da Harley, e estava pilotando apenas com a segunda pele! Sem acostamento, e com a neve caindo forte, não tive alternativa, a não ser continuar ate encontrar um ponto de parada segura no acostamento. foram os 15 quilômetros mais frios que passei. Foi pracabá!

Seguimos até Toulhin, e paramos no Posto para Alguns cafés, chocolate quente e muito whisky! kkk

Após nos aquecemos, seguimos rumo a Rio Grande e San Sebastian, chegamos e logo abastecemos ainda na Argentina, antes de fazer a aduana chilena e enfrentar o temido Ripio. Serão 120 km de Ripio, e desta vez pegaremos uma estrada diferente, indicada pelo Junior e Célio de BH.

Na ida para Ushuaia, pegamos a Ruta Y-665, são 100 km de Ripio e lama. No retorno nos indicaram a Ruta Y-663, que é considerada a principal rota. A vantagem é um Ripio de melhor qualidade, sem lamaçal, etc…mas, como desvantagem a intensidade de Caminhões e Ônibus. Porem, como é Domingo, a incidência deveria ser menor.

O Célio, Junior e Ludmilla, seguiam afrente, e a cada bifurcação, gentilmente nos aguardavam para indicar o caminho. Faltando menos de 15 km para chegarmos a Cerro Sombrero e fim da estrada de Ripio, encontramos um Ônibus de turismo, que gentilmente cedeu a passagem, visto que tínhamos apenas Dois trilhos para seguir. Passamos sem stress. Mas, em seguida encontramos mais um Ônibus, que inicialmente se deslocou para a nossa esquerda, dando a entender que estava deixando-nos um dos trilhos na pista para passarmos. Pura ilusão!

Ao entrarmos ao lado do Ônibus, ele se desloca nos pressionando contra lateral da estrada, num amontoado de pedriscos. com o avançar do ônibus, e a pressão sobre o Phd Romário, ele não teve alternativa e terminou batendo, vindo a cair sem maiores problemas ou gravidade. O mesmo aconteceu comigo, que terminei com a perna presa debaixo da moto. Mas, nada demais. Levantamos, com ajuda dos passageiros do ônibus, e seguimos viagem.

Seguimos para o Transbordador, logo que encontramos o grupo de BH e suas GS’s preparadas para enfrentar todo tipo de terreno, inclusive o Ripio. Tivemos que aguardar cerca de 40 minutos, e o vento estava muito forte, chegamos a suspeitar da interrupção dos serviços do transbordador, mas felizmente não ocorreu.

A Ultra Limited, possui um sistema de alarme, que resolveu entrar em pane e fazer a Ultra não pegar mais…sem um único sinal de partida do motor! Colocamos a moto dentro do transbordador no embalo. A moto GS 1200 R do Junior, também resolver dar pane, pois com o Ripio rompendo o sensor que desliga o motor ao baixar o pé de descanso. Também foi para dentro na base do embalo!

Já no transbordador (a viagem dura cerca de 20 minutos e custa AR$ 70,00), a moto do Romário voltou a funcionar, misteriosamente e a do Junior, tivemos que retira-la para o continente, empurrando. 

Já em terra firme, encontramos mais dois motociclistas com GS 1200 R Adventure, o Humberto e Jefferson, ambos juízes da Vara Criminal de SC (O Humberto de Florianópolis e o Jefferson de Chapecó). com a ajuda de ambos, foi desmontado o sensor da moto do Junior, isolado o problema a moto voltou a funcionar.

Com o avançado da hora, decidimos desistir de ir a Punta Arenas e a Puerto Natalles, e seguir para Rio Gallegos, junto com os novos amigos, tanto os de BH como de SC, e de lá para El Calafate.

Chegamos quase a noite, nos hospedamos no Hotel Patagonia, e logo na chegada o Junior já invadiu o Bar e pediu cervejas e pizzas para todos, pois a fome era grande. Mais tarde, saímos para jantar e degustar os belíssimos vinhos argentinos, sob o comando da escolha do Humberto e Jefferson, que se mostraram grandes enólogos. 
Imagem que jamais esquecerei!